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26.JUN.24

O que são os graus de autismo?

O que são os graus de autismo?

O que são os graus de autismo? Entenda os 3 níveis do TEA

Se você está pesquisando sobre graus de autismo, provavelmente tem alguém especial na vida que recebeu um diagnóstico de TEA ,  ou está no meio desse processo. Entender os níveis do espectro autista não é apenas uma questão técnica: é o primeiro passo para oferecer o suporte certo, na hora certa. Neste artigo, você vai descobrir quantos graus de autismo existem, o que diferencia cada um e o que isso significa na prática do dia a dia.

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O que o DSM-5 diz sobre os graus de autismo?

O Transtorno do Espectro Autista (TEA) é classificado pelo DSM-5 ,  o Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais ,  em três níveis de suporte. Essa classificação substituiu os antigos diagnósticos separados (como Síndrome de Asperger e autismo clássico) por um único espectro, dividido pela intensidade das dificuldades e pela necessidade de apoio.

O que muda entre os níveis não é a inteligência da pessoa, mas sim o quanto ela precisa de suporte para funcionar de forma autônoma nas áreas de comunicação, interação social e comportamento.

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Quais são os graus de autismo? Os 3 níveis explicados

Os graus de autismo são: Nível 1 (leve), Nível 2 (moderado) e Nível 3 (severo). Veja o que cada um significa na prática.

Grau 1 de autismo: autismo leve 

Exige suporte. O autismo de nível 1, também chamado de autismo grau 1 de suporte, é o grau em que as dificuldades sociais e de comunicação existem, mas são mais sutis. Muitas vezes, as pessoas chegam à vida adulta sem diagnóstico ,  justamente porque conseguem “se virar” na maioria das situações.

Características comuns no nível 1:

  •       Dificuldade para iniciar ou manter conversas
  •       Interpretação literal de expressões e ironias
  •       Preferência por rotinas, com adaptação possível a mudanças
  •       Interesses muito específicos e intensos
  •       Comportamentos repetitivos presentes, mas discretos

Você pode aprender mais sobre como identificar esses sinais no nosso artigo sobre sinais precoces de autismo em crianças.

 

Grau 2 de autismo: autismo moderado (TEA nível 2)

Exige suporte substancial. O grau 2 de autismo apresenta dificuldades mais visíveis. A pessoa precisa de apoio para lidar com situações sociais e para a rotina diária. A linguagem verbal pode existir, mas carrega limitações significativas na função comunicativa.

Características comuns no nível 2:

  •       Comunicação verbal limitada ou com ecolalia (repetição de frases)
  •       Grande dificuldade em iniciar interações sociais
  •       Resistência intensa a mudanças de rotina
  •       Estereotipias (movimentos repetitivos) mais frequentes e visíveis
  •       Dificuldade de adaptação a novos ambientes

No grau 2 de autismo, a intervenção precoce faz uma diferença enorme. Entenda como a terapia ABA pode apoiar crianças com TEA moderado.

 

Grau 3 de autismo: autismo severo (TEA nível 3)

Exige suporte muito substancial. O nível 3 é o grau mais intenso dos graus de TEA. As dificuldades afetam profundamente todas as áreas da vida. A comunicação verbal pode ser mínima ou inexistente, e o suporte precisa ser constante.

Características comuns no nível 3:

  •       Comunicação verbal muito reduzida ou ausente
  •       Interação social extremamente limitada
  •       Comportamentos repetitivos intensos e que interferem no dia a dia
  •       Alta resistência a qualquer mudança na rotina
  •       Necessidade de apoio contínuo em todas as atividades

Famílias que convivem com o autismo severo precisam de redes de suporte robustas. Veja como encontrar apoio especializado para autismo severo.

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O que significa o código F84 no diagnóstico de autismo?

Se você viu o termo autismo grau F84 em um laudo, não se assuste. O F84 é simplesmente o código da CID-10 (Classificação Internacional de Doenças) que agrupa os Transtornos Globais do Desenvolvimento, onde o autismo está incluído.

Os principais subcódigos do F84 são:

  •       F84.0 ,  Autismo infantil
  •       F84.5 ,  Síndrome de Asperger (diagnóstico mais antigo, hoje integrado ao TEA nível 1)
  •       F84.9 ,  Transtorno global do desenvolvimento não especificado

É comum que laudos combinem o código F84 com a classificação dos graus de autismo do DSM-5. Quer entender melhor como funciona o processo de diagnóstico do TEA no Brasil?

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Quantos graus de autismo existem? Desmistificando a confusão

Você pode ter ouvido falar em “autismo grau 4”, “autismo grau 5” ou até “autismo grau 6”. Esses termos não existem no DSM-5. O espectro autista, nas diretrizes atuais, tem 3 níveis ,  e só.

A confusão acontece porque classificações antigas ou sistemas de saúde de outros países usavam escalas diferentes. Se você se deparou com termos como esses em algum laudo ou em conversas informais, vale confirmar com o especialista qual referência está sendo usada.

Então, para deixar claro: quantos graus de autismo existem? Três: nível 1, nível 2 e nível 3 ,  do menos ao mais intenso em termos de suporte necessário.

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Os graus de autismo podem mudar ao longo do tempo?

Sim. O TEA não é estático. Com intervenção precoce e consistente, muitas pessoas progridem significativamente ,  um fenômeno que especialistas chamam de “caminhar no espectro”.

Esse progresso depende de fatores como a intensidade e qualidade das terapias, a idade de início do tratamento, o envolvimento da família e a colaboração entre escola e profissionais de saúde. Uma criança diagnosticada com grau 2 de autismo, por exemplo, pode desenvolver habilidades que antes pareciam impossíveis ,  e isso muda a qualidade de vida de toda a família.

Entenda como as intervenções terapêuticas para autismo funcionam na prática e o que você pode começar a fazer ainda hoje.

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Como saber em qual grau de autismo meu filho está?

O diagnóstico dos graus de autismo é feito por uma equipe multidisciplinar: neuropediatra, psicólogo e fonoaudiólogo, geralmente. Não existe exame de sangue ou imagem para isso ,  o diagnóstico é clínico, baseado em observação comportamental e entrevistas com a família.

O que esperar do processo:

  •       Avaliação comportamental estruturada (como o ADOS-2)
  •       Entrevistas detalhadas com pais e cuidadores
  •       Análise do histórico de desenvolvimento da criança
  •       Avaliação de linguagem e habilidades cognitivas

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Graus de autismo: o diagnóstico é o começo, não o limite

Entender os graus de autismo é essencial ,  mas é só o ponto de partida. Cada pessoa com TEA é única, e um número em um laudo não define o que ela é capaz de alcançar. O diagnóstico abre portas: para terapias, para suporte escolar, para direitos e para uma vida com mais qualidade.

Se você está começando essa jornada agora, saiba que não precisa caminhar sozinho. O Próximo Degrau é referência nacional em intervenção para o autismo. Nossa equipe está pronta para ajudar você a dar o próximo passo ,  com informação de qualidade e suporte que faz diferença.

Confira também nosso guia completo sobre direitos das pessoas com autismo no Brasil e como garantir o melhor suporte para quem você ama.

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Perguntas frequentes sobre graus de autismo

 

Qual é a diferença entre autismo leve, moderado e severo?

A diferença está na intensidade das dificuldades e na quantidade de suporte necessário. No grau 1 (leve), a pessoa consegue maior autonomia. No grau 2 (moderado), precisa de apoio substancial. No grau 3 (severo), o suporte precisa ser constante em todas as áreas.

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O autismo grau 1 tem cura?

O autismo não tem cura, mas os sintomas e as habilidades evoluem muito com intervenção adequada. Pessoas com grau 1 frequentemente desenvolvem autonomia significativa ao longo da vida.

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TEA grau 2 pode virar grau 1?

Sim, é possível. Com intervenção precoce e intensa, muitas crianças diagnosticadas com grau 2 desenvolvem habilidades que reduzem a necessidade de suporte ao longo do tempo.

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O que é autismo F84?

F84 é o código CID-10 para os Transtornos Globais do Desenvolvimento, que inclui o autismo. Ele é usado em laudos médicos e não representa um grau específico ,  só identifica a categoria diagnóstica.

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O conceito de níveis de suporte no TEA reforça a necessidade de intervenções individualizadas e contínuas.

Ana Maria Caroline Nascimento da Silva | Gerente ABA | CRP06/195174

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